Cheque Devolvido Com Motivo 22, 39 e 70: O Que é e Como Consertar

Cheque Devolvido Com Motivo 22, 39 e 70: O Que é e Como Consertar

Existem inúmeros motivos para que o banco devolva um cheque. Quando isso acontece, é preciso que eles anotem no verso do mesmo o motivo da devolução para que o emitente saiba o que aconteceu e como deve proceder. O motivo mais comum para a devolução de um cheque é a falta de saldo na conta. Porém, existem outras situações capazes de causar esse tipo de problema. Hoje, porém, falaremos de 3 desses motivos. E o primeiro deles é: 

• Cheque devolvido motivo 22: esse tipo de problema comum de acontecer. Geralmente é causado pela assinatura insuficiente ou diferente da assinatura principal. Nesse caso, o cheque é devolvido e o emissor fará um novo cheque, assinando corretamente dessa vez. 

• Cheque devolvido motivo 39: esse problema acontece quando a imagem do cheque está fora de padrão, quando sua compensação é feita por imagem e esta não procede. Nesse caso, o próprio banco é quem resolve e reapresenta o cheque na conta. 

• Cheque devolvido motivo 39quando o cheque é devolvido por esse motivo, indica que aconteceu uma sustação ou revogação provisória. Nesse caso, indica algum impedimento para que o pagamento do mesmo fosse feito. Quando uma pessoa tem um cheque perdido ou roubado, o correntista então susta o cheque no seu banco, e o pagamento fica impedido de ser feito. Outra situação que pode provocar a sustação é desacordo comercial. 

Como sabemos, o cheque é uma ordem de pagamento à vista, proveniente da conta do emissor para o beneficiário. Assim, quando a pessoa apresentar o cheque ao banco, ela estará fazendo valer o seu direito de receber o valor informado no mesmo, e que será descontado da conta do emissor. 

Além disso, o cheque também é um título de crédito para aquele que o recebe, uma vez que ele pode ser executado ou protestado em juízo. 

Quando um cheque é devolvido, dependendo do motivo da devolução, pode causar muitos problemas para o emissor.Por isso, antes de emprestar uma folha de cheque para alguém, pense duas vezes, pois essa não é uma boa ideia. 

História do Cheque 

Durante a Idade Média, os senhores costumavam depositar o seu ouro em apenas um lugar, onde as instalações de segurança eram mais apropriadas. Esse local se chamava a oficina de ourives. Com o passar do tempo, esses artesãos passaram a emitir papéis que indicavam as partidas de ouro guardadas, e os obrigava a trocar esses papéis por um valor em metal precioso representado por cada um desses papéis. Já mais para o fim da Idade Média, vários ourives, que mais tarde se tornariam os primeiros bancos, passaram a emitir os bilhetes de bancos. 

Já no século XIV, após o nascimento da burguesia e com a ascensão do comércio, que resultou em mobilização na Europa de bens e de valores de uma maneira jamais vista até então, os documentos com valores fixos tornaram-se insuficientes para atender às necessidades do capitalismo que estava nascendo. Isso acabou resultando na criação de outros documentos que permitissem ao depositante escrever o valor que desejava, quando tivesse depósitos suficientes para cobrir aquele valor. Esses documentos eram letras de câmbio à vista, que eram aceitas no início pelo banco dos Médici de Florença. Depois, passaram a ser aceitos também por outros estabelecimentos. Esses documentos podem ser considerados como sendo os primeiros cheques, mesmo que ainda não eram chamados assim. 

No ano de 1605, após a criação do Banco da Inglaterra, o costume se estendeu até as Ilhas Britânicas. Era esse banco quem guardava o ouro do reino e emitia papéis que o representavam, onde o seu valor era expresso em libras esterlinas. Assim foi o surgimento dos primeiros bilhetes de banco que o Estado emitia. 

A criação do Banco da Inglaterra fez com que as letras de câmbio adquirissem novo auge. E assim esse banco e também outros passaram a disponibilizar blocos em branco dessas letras para os seus clientes. Assim, os depositantes podiam preencher conforme a quantia que desejam retirar. 

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